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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Hepatite A, B e C: causas e tratamento, doença silenciosa e perigosa

Veja informações importantes sobre o vírus que é cem vezes mais contagioso do que o HIV. O vírus da hepatite B é mais comum e muito mais contagioso que o vírus HIV. Muitos brasileiros são portadores desse vírus, mas sequer desconfiam que convivem com ele. 

Na maioria das vezes, os portadores só o descobrem quando o fígado já está destruído, com diagnóstico de cirrose ou câncer do órgão. Saiba mais sobre essa doença que silenciosamente atinge cerca de 2 milhões de brasileiros.

A hepatite B é transmitida por um vírus por meio de relações sexuais, da mãe para o feto ou através do sangue. A doença atinge milhões de brasileiros, mas o grupo com maior incidência da doença é o das manicures e mulheres que fazem as unhas em salões de beleza.

Como a doença é transmitida?

As manicures trabalham com equipamentos que provocam ferimentos e que em sua maioria, não são devidamente esterilizados, por isso, estão mais propícias ao vírus por entrar em contato com sangue contaminado. 

Para evitar problemas, muitas clientes optam por levar seu próprio material ao salão de beleza. Mesmo assim, o contágio pode acontecer, se a manicure não lavar as mãos e não utilizar luvas.

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O que acontece com o portador do vírus?
 
Na maioria das vezes, o vírus entra no corpo e é eliminado naturalmente, somente 5% dos portadores do vírus desenvolve a doença que é absolutamente assintomática. 

Por não apresentar sintomas, é comum que o portador conviva com o vírus sem saber, o que leva a hepatite B a ser descoberta tarde demais, quando a única opção de tratamento é o transplante de fígado.
 

Qual é o tratamento?

Como na maioria dos casos a hepatite B é descoberta quando o fígado do portador já está comprometido, a única saída é o transplante do órgão. O problema é que não há fígados disponíveis para todos os pacientes. Por outro lado, nos casos em que a doença é diagnosticada mais cedo, o tratamento, caro e demorado, é feito com um antiviral.

A hepatite B pode ser evitada com a vacinação.
Para alguns grupos, como médicos, enfermeiros, manicures, técnicos de laboratório, carcereiros e pacientes portadores de doenças crônicas com imunidade baixa; a vacina é gratuita, oferecida pelo SUS. Aqueles que não estiverem incluídos nesses grupos devem pagar pela vacina. Como prevenir a Hepatite B?

De qualquer forma, é necessário tomar três doses, o que pode ser um complicador, já que muitas pessoas tomam a primeira dose, esquecem das outras e por isso não estão imunizadas.

Apesar da hepatite B ser uma doença grave, ela não está em evidência. É muito mais comum vermos campanhas de prevenção da AIDS do que da hepatite B. Isso por que a AIDS envolve uma discussão moral, além de ser uma doença mais “interessante” para os meios de comunicação; o que é extremamente preocupante. 


São poucas as pessoas devidamente informadas sobre os riscos que essa doença pode trazer e isso pode causar danos terríveis à população. Talvez este seja o momento de mudarmos o foco.

O que é Hepatite C?

Hepatite C é uma doença viral que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas.
Na verdade, a maioria das pessoas não sabe que tem hepatite C, muitas vezes descobre através de uma doação de sangue ou pela realização de exames de rotina, ou quando aparecem os sintomas de doença avançada do fígado, o que geralmente acontece décadas depois.

Hepatite C é um dos três tipos mais comuns de hepatite e é considerado o pior deles.

De acordo com o Fundo Mundial para a Hepatite da Organização das Nações Unidas, cerca de 500 milhões de pessoas no mundo está infectada com os vírus para hepatite B e C, e apenas 5% delas sabem que tem a doença. No Brasil, existem cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, doença responsável por 70% das hepatites crônicas e 40% dos casos de cirrose, segundo dados do Ministério da Saúde. 


Causas

A hepatite C é causada pelo vírus C, sua transmissão ocorre por meio do contato com sangue contaminado, seja por transfusão de sangue, acidentes com material contaminado, no caso de trabalhadores na área da saúde, ou por meio de drogas injetáveis. A transmissão de mãe para filho é rara, cerca de 5%, ocorre no momento do parto. A maioria dos estudos não conseguiu comprovar a transmissão da hepatite C por contato sexual.

Tratamento de Hepatite C

Nem sempre há necessidade de tratamento. O médico saberá dizer se o seu caso exigirá terapia ou não. Geralmente, mesmo para pessoas que dispensam o tratamento, exames de sangue de acompanhamento são solicitados.

Outros casos, porém, necessitarão de tratamento para evitar futuras complicações. Nessas situações, a infecção por hepatite C é tratada com uma combinação de medicamentos antivirais a serem tomados ao longo de várias semanas, que tem como objetivo eliminar o vírus do corpo do paciente.

Durante todo o tratamento o médico irá monitorar a resposta do paciente aos medicamentos ministrados.

Os medicamentos antivirais podem causar vários efeitos colaterais, a exemplo de depressão, dor muscular, perda de apetite, fadiga, febre e dor de cabeça. Alguns desses efeitos colaterais podem ser graves, precisando interromper o tratamento.

Se o seu fígado foi severamente danificado pela ação do vírus HCV, um transplante pode ser uma opção viável.
Durante um transplante de fígado, o cirurgião remove o fígado danificado e o substitui por um saudável. Fígados transplantados, em sua maioria, vêm de doadores falecidos, embora um pequeno número venha de doadores vivos que doam uma parte de seus fígados (que depois se reconstituem sozinhos).

O transplante de fígado, no entanto, não é considerado uma espécie de cura para hepatite C.
O tratamento com medicamentos antivirais geralmente continua depois de um transplante, pois a infecção pode voltar a ocorrer no novo órgão. 


Hepatite A
 
Tudo o que você precisa saber sobre essa inflamação do fígado.

A Hepatite A é uma inflamação do fígado causada pelo vírus da Hepatite A (HAV). Essa doença é muito comum nas áreas menos desenvolvidas do país, onde não há saneamento básico e as condições de higiene são muito precárias.
 
Como se pega a Hepatite A
 
A forma de contaminação da Hepatite A ocorre pela via fecal-oral, ou seja, a pessoa contaminada dissemina o vírus por meio das fezes, que contaminam a água utilizada nos alimentos.

Por esses motivos é essencial sempre lavar bem as mãos e os alimentos antes de consumí-los. Quando mais cuidados de higiene, menores as chances de contaminação.


A água contaminada pode ser também água de piscinas e de rios, por onde uma pessoa infectada pode ter passado. Qualquer objeto de uso pessoal que possa ser contaminado pelas fezes é um potencial transmissor do vírus. Isto inclui toalhas e aparelhos de limpar e remover cutículas.
 

Sintomas

Durante o período de incubação do vírus, a Hepatite A não apresenta sintomas, mas este vírus já pode contaminar outra pessoa. Este período pode durar entre duas e seis semanas. Os sintomas são parecidos com os de uma virose e por isso muitas vezes esta doença é compreendida como uma simples virose sem que a pessoa perceba o que realmente teve. 


Entre os possíveis sintomas da Hepatite A estão:
 

Febre;
Dor muscular;
Mal-estar;
Cansaço;
Náuseas e vômito;
Falta de apetite (inapetência);
Icterícia;
Urina escura;
E fezes amarelo-esbranquiçadas.

Caso desconfie da presença do vírus da Hepatite A em você ou alguém de sua família, procure o médico para que a doença seja confirmada ou não por meio de exame de sangue e fezes e que os devidos cuidados sejam tomados.
 

Tratamento da Hepatite A

A Hepatite A não tem tratamento, sendo que normalmente são utilizados remédios para amenizar os sintomas.
O portador da Hepatite A não pode consumir álcool até 3 meses após a cura da doença, quando as enzimas hepáticas estiverem totalmente recuperadas. A boa notícia é que, após a cura, o paciente fica imune a esse vírus.

A Hepatite A fulminante exige cuidados hospitalares intensos e, em alguns casos, pode ser necessário o transplante de fígado. Vale lembrar que nos casos de Hepatite fulminante, há perda rápida das funções do fígado e o portador do vírus corre sério risco de morte.


Prevenção

A vacina da Hepatite A deve ser dada a crianças a partir de 1 ano, em duas doses com intervalo de 60 dias entre elas. Quem está no grupo de risco, ainda, deve tomar a vacina mesmo depois de adultos.

O grupo de risco da Hepatite A compreende crianças e idosos que frequentam locais como creches, escolas e asilos, usuários de drogas, portadores de doença de coagulação, HIV e doença hepática crônica e também homo e bissexuais.

Além da vacina, é importante tomar cuidados básicos de higiene e alimentação, como:

Não comer alimentos de procedência desconhecida;
Lavar bem as mãos antes das refeições, depois de usar o banheiro e antes de manusear comida;
Lavar bem os alimentos com água tratada;
Utilizar somente água tratada com cloro ou fervida;
Evitar usar os aparelhos de manicure nos salões sem que estes estejam esterilizados ou use sempre os seus de uso inidividual; 


Evitar comer frutos do mar crus ou mal-cozidos;
Quando estiver em regiões de pouco saneamento básico, redobrar os cuidados.

Ao perceber quaisquer sinais da doença, procure um especialista e tenha ainda mais atenção com a limpeza e cuidado com os alimentos e asseio pessoal.
 

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