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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Psicologia no tratamento da obesidade, ansiedade engorda

Comportamento Alimentar refere-se à ingestão de qualquer alimento. Uma pessoa que tenha comido apenas chocolate hoje, alimentou – se mas não nutriu – se convenientemente. 

Nutrição refere – se a alimentar – se adequadamente em qualidade e quantidade. O Comportamento Alimentar é mais “primitivo”, inconsciente e menos racional que o nutricional, que pode ser considerado mais inteligente e cientificamente fundamentado. 

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O comportamento alimentar precede, é a “matéria prima” para o nutricional. Deveria ser regulado pelo complexo mecanismo fome – saciedade mas é importante entender que as emoções, a ansiedade, os estados de humor depressivos e outros fatores psicológicos negativos podem alterá-lo profundamente e, conseqüentemente, o comportamento nutricional.

Nas orientações nutricionais que visam emagrecimento a pessoa “sabe” o que fazer e o que comer, mas sente-se impotente para fazê-lo. Algo mais forte que sua vontade a impede. Como sem fome sabendo que não deveria fazê-lo, mas o faz e na ausência de prazer. 

Ao comer tem um alívio provisório da sensação negativa de ansiedade, que volta reforçada pela culpa, levando a pessoa a comer mais, para tornar a diminuir a tensão. A pessoa engorda e passa a evitar toda uma gama de situações e atividade e também as gratificações delas decorrentes. 

Diminui a atividade física porque engordou, questiona sua aparência e evita ir a lugares onde tenha que se expor fisicamente. Restringe sua vida social e pode tender ao isolamento.

Essa reação provoca o afastamento de outras pessoas mas o gordo parece não perceber que isto deve-se ao seu comportamento e não à sua aparência. Sua ansiedade aumenta a solidão que por sua vez reforça a ansiedade. 

Escasseando os prazeres pela piora da qualidade de vida e crescendo a ansiedade, A COMIDA ASSUME O PAPEL DE “REDUTOR DE TENSÃO” E muitas vezes , ÚNICA FONTE DE PRAZER !…

A auto negação do prazer leva a pessoa a rejeitar seu corpo e a conduz a uma dependência infantil da comida, que passa a simbolizar a satisfação corporal…
ESTÁ FORMADO O CÍRCULO VICIOSO… Os mais tênues sinais de ansiedade, antes mesmo de tornarem-se conscientes, podem ser “amortecidos” pelo ato de comer, ACIONADO AUTOMATICAMENTE.

A criança, desde o nascimento, estabelece um vínculo com a mãe através da amamentação. As primeiras sensações de ansiedade (sensação desagradável, negativa) são experimentadas quando o bebê tem fome. O alivio da tensão (sensação agradável) é conseguido quando a criança se alimenta (saciedade). Com o crescimento recebe influências da família, da cultura que ajudarão a moldar um “estilo alimentar”. 

Profundamente associado com emoções positivas e negativas e de DIFICILMENTE MODIFICÁVEL APENAS POR PERSUASÃO E INFORMAÇÃO. Exemplos são pacientes que, mesmo motivados e bem orientados por profissionais competentes e que lhes ministram orientação nutricional equilibrada, personalizada e saborosa acabam auto sabotando-a em algum momento, de forma irracional, demonstrando comportamento alimentar regido por emoções obscuras e não pela razão, e despreparados para a orientação nutricional. 

A obesidade torna-se, desta maneira, uma forma desadaptativa do uso do comportamento alimentar na tentativa de encobrir problemas que tornam-se progressivamente insolúveis, reduzindo gradativamente as opções de vida da pessoa.

A psicologia pode e deve colaborar com a área médico nutricional, VIABILIZANDO O COMPORTAMENTO NUTRICIONAL ATRAVÉS DO CONTROLE DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR QUE O PRECEDE, atualizando de várias maneiras, como levando o paciente a reavaliar o “continnum” fome-saciedade, focando e tratando os ganhos secundários que mantém a pessoa gorda, trabalhando a auto-imagem, freqüentemente prejudicada, tratando as comorbidades associadas à obesidade, como transtorno do humor (depressão), fobia social, transtornos alimentares, transtornos de personalidade, compulsão alimentar e outros, e particularmente a ANSIEDADE, desvinculando-a do ato de comer, permitindo alterações comportamentais que permitam novo estilo de vida, essencial para a perda de peso e manutenção posterior.

Pense em emagrecer e permanecer magra. Não em emagrecer algum peso por algum tempo. 

Lembre-se de proceder todos os dias como se estivesse no primeiro, em qualquer programa de emagrecimento em que se engaje. 

Troque “o regime” por orientação nutricional. Não fala da dieta mera contagem de calorias.
Você precisa se alimentar bem. Procure um (a) nutricionista. 

Não tenha pressa! Cada pessoa tem um ritmo de emagrecimento. 

Troque o “peso ideal” por um peso viável. Que tal um peso, dentro de seu peso clínico, no qual se sinta bonita e atraente? 

Lembre-se, você precisa se gostar para emagrecer e não emagrecer para se gostar.
Quem não se gosta, quem não tem uma auto-estima legal não emagrece.

Se você come por ansiedade, stress ou por qualquer outra emoção, precisará trabalhar essa emoção, se quiser emagrecer

Faça atividade física!
O melhor exercício físico é aquele que, mesmo cansada hoje, você tem vontade de fazer amanhã! Lembre-se que a endorfina, uma “droga do bem” produzida por seu cérebro quando se exercita, traz prazer e ajuda no emagrecimento. 

Faça da comida um prazer, mas não O prazer. Desenvolva outras fontes de gratificação. 

Encare os erros como oportunidades de aprendizado e não como catástrofes. 

Lembre-se do mandamento maior quando se fala em autoestima: não se lamente! Faça! 

Cuidado com “dietas loucas”! Não existem milagres! 

Lembre-se que sua imagem muda antes de sua auto-imagem , a maneira pela qual se vê acompanhada de suas emoções a respeito. 

Engolir sapos engorda!
Desenvolva a assertividade, capacidade de reivindicar seus direitos adequadamente, respeitando o dos outros, de se posicionar de maneira afirmativa, não agressiva nem omissa. 

Como estão suas emoções? Você as leva ao prato? Não se cura ansiedade e tristeza com comida. 

Pratique alguma forma de relaxamento. 

O EMAGRECIMENTO DEVE VIR DE DENTRO PARA FORA! A CABEÇA PRECISARÁ ESTAR “MAGRA” PARA QUE O CORPO EMAGREÇA!
Esse é o papel da psicologia no emagrecimento. 

Você quer mesmo emagrecer?
Muitas pessoas têm “benefícios” permanecendo gordas, sem é claro, ter consciência disso. 

Você sabe o que fazer, mas não consegue, tem longo histórico de obesidade ou sobre peso, engorda e emagrece, come compulsivamente, muitas vezes à noite, sem fome, sente-se culpada, está na hora de incluir a psicologia no seu programa de emagrecimento. 

Cuide do processo. O emagrecimento virá como conseqüência. 

Emagrecimento se baseia em três fatores: reorientação nutricional, atividade física, EQUILIBRIO PSICOLÓGICO!


 O PERIGO DE DOENÇA, OBEDIDADE MÓRBIDA

















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