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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Saiba agora como uma atitude prazerosa pode se transformar em um vício

Como uma pessoa tomaria uma atitude que sabe que é destrutiva, como apostar até perder todo dinheiro? Essa pergunta norteou a carreira do neuropsiquiatra Stephen Stahl, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Ao longo de décadas, o especialista pesquisou o comportamento de pessoas viciadas nas mais diversas coisas e como isso mexe com o cérebro delas.




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Por que uma pessoa se vicia em algo? E como os profissionais estão lidando com isso. Começamos a fazer várias coisas porque elas são recompensadoras. Mas, com o tempo, isso vai de recompensador para uma prática excessiva e, por fim, transforma-se em hábito. E o cérebro não é mais o mesmo quando se vicia.

Temos vários tipos de vício, como o de comida. Muitos obesos têm compulsão alimentar. São pessoas que não comem porque estão com fome. Estão fazendo isso porque virou um hábito ruim, com repercussões no cérebro.

Aí que está: por que alguém faz alguma coisa destrutiva? Se você é esperto, sabe que apostar dinheiro demais trará problemas. Se fizer consumo de drogas irá preso, perderá a esposa. Então, por que faz? A resposta é que todo mundo fica condicionado, como um cachorro que saliva quando ouve o barulho do pacote de ração.

Os indivíduos, quando se viciam em comida, não cheiram, não sentem o gosto, não aproveitam e não param. Eles estão condicionados. Veem uma geladeira e pensam em comer. Um pacote de bolacha e querem acabar com ela. E quando comem, não aproveitam.

Para entender isso dentro da cabeça vou usar o exemplo do alcoolismo. Na ausência de um vício, o cérebro produz mais dopamina, neurotransmissor do prazer, quando você bebe ou cheira uma bebida alcoólica. A dopamina, portanto, é o prazer que você sente. O curioso é que, quando está viciado não é assim. 
Nos viciados, os picos de dopamina ocorrem quando a pessoa vê a garrafa ou o copo. É uma resposta condicionada apenas pela expectativa. E o pior é que, ao beber, a dopamina nem sobe tanto. Ou seja, não há prazer no ato em si quando o sujeito tem a adição (o vício).

Além disso, o cérebro muda a forma como funciona.
No vício, a região mais ativada não é uma relacionada ao controle, mas sim outra, relacionada a reações automáticas. Ele entra no piloto automático. Você nem percebe que está mordendo as unhas, batendo a perna... Ou comendo. São hábitos.

Como tratar isso então? Temos que quebrar o hábito. Infelizmente, estamos começando a entender que a mudanças ocorridas no cérebro por um vício podem ser irreversíveis. No entanto, um novo aprendizado pode bloquear um antigo. Ou seja, ao invés de tentar fazer o cérebro voltar ao normal, podemos criar um circuito paralelo - e é aí que entra a psicoterapia.

Na terapia, o paciente aprende a suprimir o circuito do vício sem se livrar dele.
Essa pode ser a chave do tratamento. Temos que entender que ter recaídas é comum no tratamento. O importante é não desistir devido à queda.

Vale lembrar também que, muitas vezes, o vício vem como uma válvula de escape para uma situação difícil para a pessoa.
Lidar com isso é doloroso, mas necesário.
Neste caso, mais uma vez, temos a importância da psicoterapia. 

O sigilo do conteúdo de todas as sessões é garantido pelo Código de Ética do Psicólogo, de forma que o profissional não tem a permissão de revelar seus dados e sua história sem a sua autorização prévia a nenhuma pessoa*. 
Mesmo que ele comente do caso com colegas ou supervisores, sua identidade deve permanecer preservada, e você permanece anônimo. Todo e qualquer psicólogo ativo está submetido a esta regra. 

Caso esse ponto seja violado, o paciente pode denunciar o profissional ao Conselho Regional de Psicologia, que se encarregará de investigar e, se necessário, punir o profissional infrator. Fonte: Revista Saúde.


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Um comentário:

  1. bibida cocaina crack maconha meta cha fita cassete num panelao muicho louco kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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